quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Vanessa da Mata - Ainda Bem

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto de amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque se não
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Neste mundo de tantos anos
entre tantos outros
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantos outros
Entre tantos anos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantas paixões
Este encontro
Nós dois, esse amor.



quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Música...




Meu filho adolescente, ai meu Deus!!! Fará aniversário no próximo mês e como sempre faz nesta época, fica me rodeando com suas idéias mirabolantes para ganhar um presente.Cada ano um sonho diferente, neste, uma guitarra. Pois é, além de adolescente ele é músico.Parece que vive desconectado da realidade e vez ou outra, por questões de sobrevivência, tenho que fazê-lo cair na real.

Ah, além de adolescente e músico, é um falador. Claro que usa essa lábia para me levar no bico, e por vezes me leva...

Já estou quase convencida que ele precisa mesmo de uma guitarra. E depois de ouvir muita conversa fiada, fui falar com professor dele sobre uma guitarra que estava à venda. Meu filho estava radiante com a possibilidade.Por isso, fui até o professor sim, mas desconfiada, com jeito de mãe. Se mãe tem um jeito eu não sei... mas me esforço pra ter um.

Cheguei, conheci o professor, gente boa, boa conversa, brinquinho na orelha, simpático. Mas, e a guitarra?

_ É esta aqui.

Olhei com um desânimo para aquela guitarra velha. Pensei, não acredito que ele quer esta porcaria.
Ele, que não é bobo nem nada, não tinha dito deste detalhe importante antes. Além de contar com a minha educação, deixou para o especialista, o professor, me explicar que apesar da aparência, era um excelente instrumento etc.etc. Eu já estava com vontade de comer o fígado dele, afinal estava cansada e tinha mais o que fazer. Mães andam muito ocupadas. Quando ele pegou a guitarra, tocou lindamente, e disse mais lindo ainda.

- Mãe não olhe para a aparência, olhe para este instrumento como um músico olha, com o ouvido, ( é um filósofo...rs) o importante é a melodia que sai dela.. É a melhor... tem que sentir.

Não sei, mas aquele som me tocou. Era o som da felicidade.

Este, tem que ter ouvidos sensíveis para ouvir...e sentir bonito.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Setembro


Setembro, mês adorável. Daqui a pouco a primavera. O florescer estará por toda parte. Na paisagem... nos rostos...
Na vida.
Deixe florescer em você suas idéias, seus ideais, o amor.
Permita seu Eu florescer e faça desta, a melhor das primaveras.


Simone.

sábado, 8 de setembro de 2007

Manoel De Barros...


Meu encontro com a leitura de Manoel de Barros foi com um livro infatil, O Menino que Carregava Água na Peneira, linda leitura, me apaixonei de primeira e depois disso de vez em quando, namoro os seu escritos...


A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias(do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.

Bom início... Mãos dadas




Mãos dadas


Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.


Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

a vida presente.
Carlos Drummomd de Andrade.